O vírus da hepatite C, como todas as hepatites, é um vírus que ataca o fígado, no entanto é muito diferente das outras hepatites mais comuns. Transmite-se através de sangue contaminado e causa inflamação no fígado. A longo prazo pode progredir para cirrose que mais tarde pode levar ao cancro do fígado.

O seu processo de multiplicação é camuflado no próprio organismo, infiltra-se no nosso cromossoma e codifica-se no nosso DNA. Comandando o nosso sistema imunitário à aniquilação do próprio fígado em acção conjunta com o vírus. Assim é utilizado como um “molde defeituoso”  sem que o organismo se aperceba o que leva à falta de sintomas e consequentemente ao seu difícil diagnostico.

Não existe vacina para a hepatite C já que este apresenta uma grande variação de subtipos dentro do vírus o que dificulta eficácia de uma vacina bem sucedida.

O tratamento pode ou não ter sucesso (cerca de 60% de sucesso) pela grande mutação e resistência que o vírus criou aos fármacos. É um processo longo que tem a duração de 24 a 48 semanas dependendo do genotipo do vírus. Sujeita-se a duas drogas combinadas: Interferon e ribavirina. A primeira destina-se a agir directamente sobre o vírus e estimula a resposta imunológica substituindo a própria resposta imunológica. A ribavirina como antiviral age contra a diversidade do vírus e potenciando o interferon.

Fontes:

Português

Informação simplificada

Informação mais detalhada

Informação do laboratório Roche

Inglês

Wikipedia

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